Esta medida estúpida e socialista (porque pretende que todos cortem a meta mais ao menos ao mesmo tempo) de que os alunos com mais de 15 anos possam passar do 8º ano para o 10º ano fazendo apenas os exames do 9º ano não vale apenas pela sua burrice “igualitária” que encerra, mas pela porta que abre ao facilitismo que serão os exames do 9º ano no futuro.
"A questão é saber se há pessoas honestas quando o interesse ou a paixão estão em jogo." Talleyrand.
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segunda-feira, 7 de junho de 2010
domingo, 6 de junho de 2010
Um pouco de bom senso também é bom
Não tenho nenhum gosto em defender o Primeiro-ministro, mas, tal como ele, também concordo que é criminoso manter escolas a funcionar com menos de 20 alunos. Na política deve haver bom senso. E é de um elementar bom senso apoiar esta lúcida decisão do ministério da Educação, porque não existe bom senso em exigir o controlo da despesa pública e defender em simultâneo a continuação do funcionamento de escolas com este número de alunos.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Grande povo...
Estes resultados da OCDE não revelam apenas o fracasso das nossas políticas educativas, Escolaridade média dos portugueses é a segunda pior da OCDE - Educação - PUBLICO.PT , mas sim o nosso fracasso enquanto povo. Povo que não se esforçou para se qualificar (muito mais de metade dos portugueses são iletrados) e não aproveitou a Escola enquanto fonte de saber e de educação funcionando como alavanca de ascensão social. Pelo contrário, descurou da disciplina e da exigência e impôs o facilitismo à política que, por demagogia e vergonha das nossas comparações com outras democracias, cedeu. Por isso, fique registado que mesmo estes miseráveis resultados devem-se muito mais ao facilitismo no ensino do que propriamente ao mérito dos alunos. Agora, face a estes números da OCDE resta-nos aligeirar ainda mais o facilitismo nas escolas (Sócrates até já anunciou que os alunos com mais de 15 anos podem passar do 8º para o 10º ano com apenas uns exames do 9º ano, conseguindo deste modo anular por despacho o chumbo de um ano lectivo) e continuar a apostar na magia quantitativa das Novas Oportunidades. Bem disse Medina Carreira que hoje o diploma substitui o saber. Contudo, mesmo a distribuir diplomas somos maus.
sábado, 15 de maio de 2010
Pós-facilitismo
Uma prova de aferição de matemática do quarto ano apresenta um relógio com os ponteiros nas 11.25. A pergunta é: “quantos minutos passaram desde as 11 horas?”. Numa outra, também de matemática, esta do sexto ano, pede-se ao aluno para dividir 8 por 4 com a ajuda de um desenho com oito chocolates e uma calculadora. O que estamos a criar nestas escolas?
quarta-feira, 28 de abril de 2010
É para assegurar que isto acontece que os professores devem ser avaliados
“A principal qualidade de um professor é a competência científica e um professor tem de dominar muito bem a matéria que ensina. Também tem de estar aberto a, continuamente, aprofundar o estudo para se ir actualizando e acompanhar a evolução da disciplina científica que trabalha.” Isabel Alçada em entrevista ao DN de ontem.
sexta-feira, 19 de março de 2010
Um Estado enredado
Informado sobre os concursos para admissão de professores que passam a ser geridos conjuntamente pelos ministérios das Finanças, Administração Pública e Educação; João Dias da Silva, dirigente da Federação Nacional de Sindicatos da Educação (FNE), fez saber ao Sol que: “isto nunca esteve em cima da mesa!” Estamos esclarecidos sobre quem marca a ordem do dia em questões de Educação em Portugal.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Mais uma arruaça educativa
Esta semana houve arruaça. Outra vez a Educação, mas desta vez sem os professores a guinchar apenas a orquestrar. Assim a arruaça ficou a cargo dos alunos que, em contestação ao Estatuto do Aluno, “vieram para a rua”, galvanizados pelo êxito da arruaça dos professores que sacaram recentemente do Governo uma avaliação de desempenho que, de facto, não se reflecte na progressão de carreira – e de salários, porque afinal tudo sempre foi uma questão de dinheiro.
Com aquele aspecto sujo, mas não necessariamente sujos, berraram o que puderam e souberam, tendo em conta o domínio da língua que foram “creditados” em “competências”. Sempre que um jornalista os indagava sobre as suas “reivindicações” mostravam que do Estatuto do Aluno muito pouco ou mesmo nada sabiam, uma vez que o Estatuto está escrito e eles têm dificuldades em “ler textos longos” e, para piorar, não está disponível em vídeo na net. Falhada a compreensão, segue a manifestação na mesma. Dos urros que berravam não consegui perceber o que quer que seja. Limitado a visualizar as imagens daquelas “reivindicações cívicas” observei com maior atenção os cartazes que empunhavam. Com a “tolerância” que se recomenda face aos erros ortográficos, consegui, com esforço, ler um cartaz com uma inscrição (quase paleolítica) que dizia “abaixo os directores de escola e as empresas na escola.”
Aqui é visível a influência de alguns professores, sobretudo os professores de esquerda ou de extrema-esquerda e/ou com mestrado ou doutoramento em Ciências da Educação, área dita “científica” que funciona em faculdades e escolas superiores de Educação que são uma espécie de igrejas neo-socialistas, onde se adora o Estado e se condena moralmente a iniciativa privada. Um paleio fácil, baseado no ódio ao sucesso e na inveja social, que muitos professores, sobretudo os mais ignorantes ou os menos inteligentes destes, adoptam como religião e que nas escolas passam a difundir como “fé” aos “bons selvagens”, isto é, formatando as cabeças ocas de conhecimento dos alunos do mesmo modo que eles próprios foram formatados nos seus mestrados e doutoramentos ou pelos sindicatos.
Num país como Portugal, onde as dificuldades estruturais ao nível da produtividade, competitividade e de empreendorismo funcionam como um travão ao progresso económico e social, incutir nas gerações mais novas qualquer sentimento contra a livre iniciativa privada e as empresas é um crime imperdoável. Face à manifesta impossibilidade do poder político em actuar face aos interesses duma corporação profissional como os professores - que consegue assegurar os seus muito caros, ao erário público, privilégios independentemente das leis de mercado, uma vez que o Estado paga-lhes um salário que na sua esmagadora maioria nunca ganhariam no privado ou noutra ocupação profissional -, compete às famílias averiguar com profundidade e preocupação o que alguns destes privilegiados funcionários públicos doutrinam nas escolas aos seus filhos. Uma pergunta carece de explicação satisfatória: como pode um país se tornar competitivo a nível global com uma escola pública dominada ideologicamente pela extrema-esquerda?
Com aquele aspecto sujo, mas não necessariamente sujos, berraram o que puderam e souberam, tendo em conta o domínio da língua que foram “creditados” em “competências”. Sempre que um jornalista os indagava sobre as suas “reivindicações” mostravam que do Estatuto do Aluno muito pouco ou mesmo nada sabiam, uma vez que o Estatuto está escrito e eles têm dificuldades em “ler textos longos” e, para piorar, não está disponível em vídeo na net. Falhada a compreensão, segue a manifestação na mesma. Dos urros que berravam não consegui perceber o que quer que seja. Limitado a visualizar as imagens daquelas “reivindicações cívicas” observei com maior atenção os cartazes que empunhavam. Com a “tolerância” que se recomenda face aos erros ortográficos, consegui, com esforço, ler um cartaz com uma inscrição (quase paleolítica) que dizia “abaixo os directores de escola e as empresas na escola.”
Aqui é visível a influência de alguns professores, sobretudo os professores de esquerda ou de extrema-esquerda e/ou com mestrado ou doutoramento em Ciências da Educação, área dita “científica” que funciona em faculdades e escolas superiores de Educação que são uma espécie de igrejas neo-socialistas, onde se adora o Estado e se condena moralmente a iniciativa privada. Um paleio fácil, baseado no ódio ao sucesso e na inveja social, que muitos professores, sobretudo os mais ignorantes ou os menos inteligentes destes, adoptam como religião e que nas escolas passam a difundir como “fé” aos “bons selvagens”, isto é, formatando as cabeças ocas de conhecimento dos alunos do mesmo modo que eles próprios foram formatados nos seus mestrados e doutoramentos ou pelos sindicatos.
Num país como Portugal, onde as dificuldades estruturais ao nível da produtividade, competitividade e de empreendorismo funcionam como um travão ao progresso económico e social, incutir nas gerações mais novas qualquer sentimento contra a livre iniciativa privada e as empresas é um crime imperdoável. Face à manifesta impossibilidade do poder político em actuar face aos interesses duma corporação profissional como os professores - que consegue assegurar os seus muito caros, ao erário público, privilégios independentemente das leis de mercado, uma vez que o Estado paga-lhes um salário que na sua esmagadora maioria nunca ganhariam no privado ou noutra ocupação profissional -, compete às famílias averiguar com profundidade e preocupação o que alguns destes privilegiados funcionários públicos doutrinam nas escolas aos seus filhos. Uma pergunta carece de explicação satisfatória: como pode um país se tornar competitivo a nível global com uma escola pública dominada ideologicamente pela extrema-esquerda?
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Uma boa ideia, mas...
António Câmara, professor universitário e gestor da YDreams, numa excelente entrevista concedida ao "Público", sublinha que o futuro da economia portuguesa passa pelo papel das universidades na criação de novas industrias. Uma ideia a reter. Contudo, como pode ser colocada em prática se as universidades portuguesas estão infestadas de professores neosocialistas que consideram o lucro "um roubo", a competitividade, a produtividade e a flexibilidade como "ideias neoliberais ao serviço do capital e dos capitalistas na exploração do homem pelo homem"?
As ideias, por melhor que possam ser, devem ter em conta a realidade...
domingo, 6 de dezembro de 2009
sábado, 28 de novembro de 2009
Não será do ensino profissional que virão os leitores de amanhã
Com a internet e a possibilidade de aceder e manusear (copy past, entenda-se) a informação disponibilizada sem esforço cognitivo, os formandos de cursos profissionais dos níveis 2 e 3 (terceiro ciclo e secundário) que fazem parte significativa dos seus “trabalhos” (porque no ensino profissional os testes não são bem vindos) segundo estes parâmetros não serão leitores no futuro, porque não manuseiam a informação através da leitura e da escrita. Apenas copiam integralmente os textos pelo sentido dos títulos e subtítulos, também estes copiados. E não percebem que estão apenas a reproduzir e compilar informação alheia. Só conhecem este método de trabalho que lhes dispensa e leitura e até a escrita, ambas com expressões aterradoras nos escassos momentos em que se fazem sentir. Desde o seu reinício nos anos 90, o ensino profissional foi encarado como “diferente” do ensino regular. Só que por “diferente” entendeu-se “mais fácil”. Esse facilitismo reflectiu-se, desde sempre, na ausência de métodos cognitivos, como a leitura e a escrita, nas acções de formação. O que a internet vem agora facilitar uma vez que fornece a informação “pronta”, ou seja, já não é necessário ler nem escrever para “fazer” um “trabalho”. Uma coisa é certa: não será do ensino profissional português que virão os leitores de amanhã.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Uma ideia de jerico para Portugal
O cartunista do Expresso Rodrigo de Matos foi o congratulado de hoje pelo I com a coluna “Uma ideia para Portugal”. Diz o cartunista que é necessário “proceder a uma verdadeira reforma na educação”. Brilhante raciocínio. E até sugere como: “substituir um ensino paleolítico e enfadonho por um outro mais atractivo, que desperte nos alunos o gosto por aprender.” Embora não especifique, é de presumir que esta atractividade do ensino passe pela abolição do português (com o aniquilamento das enfadonhas leituras daqueles enfadonhos manuais paleolíticos) e da matemática (findando com as enfadonhas equações) e das outras disciplinas enfadonhas todas. Assim, teríamos o ensino “atractivo” feito à medida do Rodrigo de Matos. O jornal que lhe paga o ordenado através de leitores formados pelo ensino paleolítico é que é capaz de não gostar quando tiver de encerrar as portas e deixar o cartunista desempregado por falta de novos leitores, coisa que o “ensino” actual já não produz e que de certeza o “ensino mais atractivo” do cartunista também não produzirá.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
quinta-feira, 28 de maio de 2009
quarta-feira, 27 de maio de 2009
A ideologia dos TPCs
Está aberto um debate sobre se as crianças devem ou não fazer trabalhos de casa depois da escola - os TPCs. Os pedagogos, claro, acham que o coisa "destrói" a vida aos petizes que não podem brincar "nos jardins" nem passear "nos parques" - como se estas não ficassem horas seguidas a ver televisão, a jogar computador ou a ver boçalidades na net. Mas do que se trata é de um problema ideológico. A esquerda que entende o trabalho como uma coisa má que "destrói" a vida das pessoas e que procura construir uma sociedade socialista a partir da escola (por isso ninguém deve reprovar, porque somos todos "iguais") não quer os TPCs porque estes beneficiam as crianças filhas de pais "letrados" que obrigam os filhos a fazer os trabalhos muitas vezes sobre supervisão parental, enquanto que os pais "desfavorecidos" estão nas tintas para os TPCs deliciados que andam a assistir as telenovelas da SIC e da TVI ou a beber o tradicional "copo" no café mesmo ao lado de casa. Por isso, urge terminar com essa coisa "nefasta" para as crianças. A ideia por detrás desta "salvação" das vidas das crianças é de que os pais com mais estudos não possam trabalhar os filhos de modo a que estes obtenham sucesso nas suas vidas, em nome da "igualdade". Já que os pais "desfavorecidos" não têm esse tipo de preocupações, é necessário impedir que os pais que se preocupam com os filhos acompanhem o seu progresso escolar através dos TPCs. A treta de "aliviar" as crianças é só a retórica para iludir os pais parvos. Mais nada. E assim se vai construindo uma medíocre sociedade socialista, sem esforço nem trabalho, feita mesmo à medida das pessoas de esquerda.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
quarta-feira, 11 de março de 2009
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Universidade da Facilidade Portuguesa
Ontem uma professora universitária contou-me sem pasmo que as teses de mestrado em Psicologia passam a ter um máximo de… 50 páginas! Suponho que as teses de doutoramento devem ter umas 100. Certamente em benefício da qualidade científica que tem sido vítima de impiedosos ataques vindos de tantas e tantas “teses” de mestrado e doutoramento de merda que se produzem anualmente em universidades portuguesas. O ensino superior deste país pode valer muito pouco pelo facto das pessoas com cabeças organizadas terem abandonado as universidades à extrema-esquerda. Mas o “mérito” de conseguir transformar as oportunidades de Bolonha em facilidades lusitanas é todo nosso.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Professores rascas
Na semana passada, um estudo da Federação Nacional dos Sindicatos de Educação divulgou que 75% dos professores mudariam de profissão “se tivessem alternativa”. O mesmo estudo diz ainda que 81% rumavam à reforma “se tivesse oportunidade”. Hoje, circula um abaixo-assinado que conta com 70 000 assinaturas para que a avaliação seja suspensa (um eufemismo para designar não à avaliação).
Em relação à mudança de profissão dizer que não existe alternativa revela toda a estirpe dessa gente. Alternativa existe sempre. Não existe é fora do ministério da Educação um lugar à mesa da classe média-alta para gente que não tem valor para nada, como a maioria desses professores rascas. Fora do Estado todos, duma maneira ou de outra, são avaliados e só os bons vingam. Os outros fracassam. E muitos dos que são hoje professores são-no apenas porque foi esta a maneira mais fácil que conseguiram para ter um emprego seguro, com um ordenado que jamais iriam obter fora do Estado. Por isso não existe “alternativa”.
E a falta de “oportunidade” para a reforma revela somente o gosto pelo trabalho que é comum a todos os profissionais rascas. Enquanto as assinaturas são o “torresmo da agonia” de quem já percebeu que a vida fácil sem avaliações e com progressões automáticas na carreira terminou. E terminou para sempre. Tal como um porco despeja o último dejecto antes de lhe ser retirada a vida, também os professores rascas despejam uma última assinatura, não pela vida, mas pela vida fácil. E ainda há gente que acredita que os professores querem realmente ser avaliados...
Em relação à mudança de profissão dizer que não existe alternativa revela toda a estirpe dessa gente. Alternativa existe sempre. Não existe é fora do ministério da Educação um lugar à mesa da classe média-alta para gente que não tem valor para nada, como a maioria desses professores rascas. Fora do Estado todos, duma maneira ou de outra, são avaliados e só os bons vingam. Os outros fracassam. E muitos dos que são hoje professores são-no apenas porque foi esta a maneira mais fácil que conseguiram para ter um emprego seguro, com um ordenado que jamais iriam obter fora do Estado. Por isso não existe “alternativa”.
E a falta de “oportunidade” para a reforma revela somente o gosto pelo trabalho que é comum a todos os profissionais rascas. Enquanto as assinaturas são o “torresmo da agonia” de quem já percebeu que a vida fácil sem avaliações e com progressões automáticas na carreira terminou. E terminou para sempre. Tal como um porco despeja o último dejecto antes de lhe ser retirada a vida, também os professores rascas despejam uma última assinatura, não pela vida, mas pela vida fácil. E ainda há gente que acredita que os professores querem realmente ser avaliados...
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