Não existe um comboio (ou outra coisa qualquer que se atulhe com activistas) humanitário em auxílio da causa curda? Soldados turcos matam quatro militantes curdos Internacional TVI24 Porque é que a causa palestiniana aparece no Ocidente como causa global e a causa curda não? Activistas humanitários precisam-se no Curdistão!
"A questão é saber se há pessoas honestas quando o interesse ou a paixão estão em jogo." Talleyrand.
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terça-feira, 8 de junho de 2010
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Canguru PCP
Heloísa Apolónia, enquanto líder de uma “força política” chamada PEV, não deveria sentar-se na primeira fila do hemiciclo no Parlamento? Mas não se senta. Afinal, o canguru PCP não transporta para todo o lado, isto é transporta para dentro (da AR) mas não lá dentro.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Para perder uma eleição qualquer um serve
O apoio hipócrita do PS (ou de Sócrates que é quem manda lá) a Manuel Alegre na parte II da sua epopeia pessoal de chegar a Presidente da República está a gerar muito desconforto entre as hostes socialistas, sobretudo a Mário Soares ou a fanáticos do seguidismo como Vítor Ramalho e José Lello, e até houve votos contra (10) no “conclave” que designou sem entusiasmo o poeta como candidato “oficial” socialista. Não sei o porquê de tanta azia. Afinal a escolha de Alegre, além de ser a única possível, é uma escolha para perder a corrida eleitoral com o mínimo de dignidade possível logo na primeira volta. Se houvesse uma possibilidade, mesmo que remota, da esquerda vencer as presidenciais compreenderia o incómodo que se faz sentir no interior do PS. Mas para perder uma eleição qualquer um serve. Até Manuel Alegre.
sábado, 29 de maio de 2010
quarta-feira, 26 de maio de 2010
José Sócrates speak inglês
Notem só esta triste figura do Primeiro-ministro a tentar falar inglês. Entre os presentes acho que ninguém se esqueceu de rir. E dos que apenas assistiram também não. O país afunda-se e é este o homem do leme.
terça-feira, 18 de maio de 2010
Medir valores
Do ponto de vista académico era bom que fosse efectuado um referendo ao casamento gay. A nível sociológico seria um interessante barómetro sobre o conservadorismo de valores da população portuguesa. O referendo ao Aborto não foi significativamente elucidativo em matérias de orientação ideológica da sociedade porque o aborto é uma prática com um carácter utilitarista (pode sempre dar jeito…), e isso teve o seu peso em votos. Um referendo ao casamento gay é diferente: vota-se exclusivamente em função dos valores que possuímos. E os valores de uma sociedade merecem ser medidos.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Sócrates validado em competências de “portunhol”
O à-vontade desavergonhado com que José Sócrates, em encontros oficiais onde representa o país, se exprime em “portunhol” (português meio cantado com a língua enrolada para soar parecido com o espanhol) é a prova cabal do fracasso total do nosso sistema de ensino vergado pela ideia generalizada de que não só não é mau não saber, como não há que ter vergonha em demonstrar não saber. Com exemplos despudorados destes vindos bem de cima (ele é o Primeiro-ministro) como se pode acreditar na escola (e no saber e conhecimento) enquanto alavanca de ascensão social?
terça-feira, 27 de abril de 2010
Acabar com preconceito ideológico demonstrando a sua vitalidade
José Pedro Aguiar-Branco pretendeu “acabar com o preconceito ideológico”. Mas apenas provou que 37 anos após a queda do Estado Novo um ex-líder parlamentar do maior partido do centro-direita português não teve a capacidade nem a coragem para ultrapassar o preconceito ideológico da direita, isto é, da direita se assumir sem preconceitos como direita, com as suas referências ideológicas tão dignas moralmente como distintas da esquerda. Aguiar-Branco tocou no ponto-chave do preconceito ideológico, mas fê-lo da pior maneira possível. O silêncio envergonhado da direita e as gargalhadas da esquerda revelaram que o único preconceito ideológico existente na política portuguesa permanece inabalável.
sábado, 17 de abril de 2010
Política de outro campeonato
Vi deliciado o debate entre os três candidatos ao n.º 10 da Downing Street. Nick Clegg (liberal-democrata); David Cameron (conservador); e Gordon Brown (trabalhista) estiveram todos muito bem naquele que foi o primeiro debate televisivo da história política britânica. Embora tenha sido visto por uma média de 9 milhões de telespectadores, não estou seguro que tenha sido um debate suficientemente esclarecedor para o eleitorado britânico que se encontra indeciso. Mas valeu a pena assistir ao talento político e a cordialidade do trato entre todos os candidatos, que fez com que a elevação predominasse durante os 90 minutos que durou o polido confronto. Nick Clegg surpreendeu pela positiva, embora em matérias de educação me tenha parecido um bocado pateta. Nesta área, Gordon Brown esteve muito bem frisando a importância do nível de exigência das escolas inglesas ter de se manter elevado uma vez que “competimos num mercado global com a Ásia, os Estados Unidos e a Europa”. David Cameron, o meu candidato preferido, embora não estivesse mal, não ganhou nada com o debate. Gordon Brown foi, no meu ponto de vista, o vencedor. Nick Clegg, por sua vez, parece ter dado um passo de gigante para fazer parte de um futuro governo multipartidário, tanto com os conservadores de Cameron ou os trabalhistas de Brown. Todavia, assalta-me uma dúvida: existe algum partido verdadeiramente de esquerda no Reino Unido?domingo, 28 de fevereiro de 2010
Generosidade comunista
Sempre desconfiei da generosidade vinda de um comunista. O comunismo não é uma “ideologia generosa”, como disse o bloquista João Teixeira Lopes. O comunismo é uma ideologia estúpida, totalitária e assassina que só não foi ainda totalmente erradicada deste planeta porque se alimenta de uma das piores características da natureza humana: a inveja. A ausência de um julgamento por crimes contra a humanidade após a queda do muro de Berlim, em 1989, e de uma efectiva condenação moral a esse estrume ideológico também ajudam a compreender porque ainda existem pessoas que não têm vergonha de se identificarem com uma bandeira vermelha onde figura uma foice e um martelo, que simboliza a união de camponeses e operários para a edificação da “ditadura do proletariado”.
José Saramago é um comunista inchado de capital. É editado por uma editora capitalista (a Caminho) que pertence ao maior grupo editorial capitalista (o Grupo Leya) que alguma vez existiu em Portugal e que até tem uma obra sua (“Ensaio sobre a Cegueira”) adaptada ao cinema nessa ex-líbris capitalista da sétima arte que é Hollywood, sedeada nos EUA, o país vencedor da Guerra Fria e símbolo máximo do capitalismo e do triunfo deste sobre o comunismo. Mas, desde que seja bem pago, nada disto incomoda minimamente Saramago.
Não tendo a mais pequena dúvida sobre a absoluta ausência de um sentimento humanista e de generosidade em gente que se intitula comunista, percebi de imediato que o contributo de José Saramago para com as vítimas do Haiti cumpria um propósito mais lato do que a ajuda humanitária. A edição da obra “Jangada de Pedra” cujas receitas reverterão para o Haiti não foi uma escolha feita ao acaso. A “Jangada de Pedra” foi o maior fracasso literário e de vendas de Saramago desde que, em 1998, venceu o prémio Nobel da Literatura. Aliás, a “Jangada de Pedra” foi um duplo fracasso, uma vez que a sua adaptação ao cinema português, com uma interpretação patética de Diogo Infante, foi também um desastre nas bilheteiras que nem chegou a ser editada em DVD.
O desastre do Haiti serve assim a Saramago para tentar atenuar o desastre literário daquela sua obra, que por motivos meramente comerciais jamais seria editada, possibilitando-o umas tiragens extras que lhe permitem disfarçar o fracasso de vendas inicial. Saramago doou ao Haiti um dos seus poucos livros que não vende. Se o seu objectivo fosse realmente ajudar as vítimas do Haiti poderia ter doado um ano de vendas do “Memorial do Convento”, de leitura obrigatória no ensino secundário e, portanto, fonte de receitas inesgotável. Mas, esperto, Saramago preferiu reeditar a “Jangada de Pedra”. E isso diz muito sobre o que são os comunistas como Saramago: gente moralmente menor que gosta demasiado de dinheiro e que apenas partilha o que lhe interessa ou não lhes faz falta.
José Saramago é um comunista inchado de capital. É editado por uma editora capitalista (a Caminho) que pertence ao maior grupo editorial capitalista (o Grupo Leya) que alguma vez existiu em Portugal e que até tem uma obra sua (“Ensaio sobre a Cegueira”) adaptada ao cinema nessa ex-líbris capitalista da sétima arte que é Hollywood, sedeada nos EUA, o país vencedor da Guerra Fria e símbolo máximo do capitalismo e do triunfo deste sobre o comunismo. Mas, desde que seja bem pago, nada disto incomoda minimamente Saramago.
Não tendo a mais pequena dúvida sobre a absoluta ausência de um sentimento humanista e de generosidade em gente que se intitula comunista, percebi de imediato que o contributo de José Saramago para com as vítimas do Haiti cumpria um propósito mais lato do que a ajuda humanitária. A edição da obra “Jangada de Pedra” cujas receitas reverterão para o Haiti não foi uma escolha feita ao acaso. A “Jangada de Pedra” foi o maior fracasso literário e de vendas de Saramago desde que, em 1998, venceu o prémio Nobel da Literatura. Aliás, a “Jangada de Pedra” foi um duplo fracasso, uma vez que a sua adaptação ao cinema português, com uma interpretação patética de Diogo Infante, foi também um desastre nas bilheteiras que nem chegou a ser editada em DVD.
O desastre do Haiti serve assim a Saramago para tentar atenuar o desastre literário daquela sua obra, que por motivos meramente comerciais jamais seria editada, possibilitando-o umas tiragens extras que lhe permitem disfarçar o fracasso de vendas inicial. Saramago doou ao Haiti um dos seus poucos livros que não vende. Se o seu objectivo fosse realmente ajudar as vítimas do Haiti poderia ter doado um ano de vendas do “Memorial do Convento”, de leitura obrigatória no ensino secundário e, portanto, fonte de receitas inesgotável. Mas, esperto, Saramago preferiu reeditar a “Jangada de Pedra”. E isso diz muito sobre o que são os comunistas como Saramago: gente moralmente menor que gosta demasiado de dinheiro e que apenas partilha o que lhe interessa ou não lhes faz falta.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Paulo Portas venceu Liga Vitalis a Francisco Louçã
Na Liga Vitalis destas eleições haviam dois concorrentes, Paulo Portas e Francisco Louçã, mas houve apenas um vencedor: Paulo Portas. O CDS atingiu os dois dígitos percentuais e as duas dezenas de deputados graças à sua eficaz oposição parlamentar e à recorrente defesa durante a campanha de temas caros ao eleitorado como a segurança e, sobretudo, os abusos do “rendimento mínimo”. Francisco Louçã bem se pode gabar de ter duplicado o número dos deputados do Bloco, mas não atingiu os dois dígitos percentuais nem as duas dezenas de deputados que esperava conseguir. O Bloco ficou em quarto lugar, atrás do CDS, o que tanto deve ter doído a Louçã. De nada lhe valeu a simpatia da comunicação social (que sem pudor adora o Bloco e odeia o CDS) nem as favoráveis dinâmicas de votos criadas pelas empresas de sondagens que de eleição a eleição insistem em dar ao BE votações muito mais altas do que aquelas que conseguem obter nas urnas. Também no “voto urbano”, que os comentadores gostam de associar ao Bloco por entenderem este voto como “mais inteligente” do que o rural, foi em maior número para o CDS e não para o Bloco. Paulo Portas superou Francisco Louçã nas três principais áreas urbanas do país: Lisboa, Porto e Braga. Que fique registado que os “inteligentes” eleitores urbanos preferiram o CDS ao Bloco. O discurso de Louçã foi um inequívoco discurso de derrotado destilando ódio e frustração sobre a ministra da Educação e, claro, sobre as "grandes fortunas". Louçã tinha a certeza que seria a terceira força política, mas foi a quarta com menos cinco deputados do que CDS e com apenas mais um do que a CDU. Louçã também perdeu a chave da governação. Os 16 deputados bloquistas não servem para nada, especialmente para uma coligação com o PS como pretendia Louçã e os bloquistas. O Bloco de Esquerda viu o eleitorado fracassar todos os seus objectivos e foi um dos partidos derrotados da noite eleitoral tendo em conta as expectativas que tinha à partida para estas eleições. E o seu potencial de crescimento começa a revelar os seus limites. Graças a Deus.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
O calcanhar de Louçã
Francisco Louçã acredita que um dia fará do Bloco a força política mais representativa da esquerda portuguesa, substituindo o PS. Louçã também acredita que o Bloco será um dia o vencedor de umas eleições legislativas, conseguindo, desse modo, o maior feito da extrema-esquerda nas democracias ocidentais.
Acredito na sinceridade de Francisco Louçã quando afirma não querer coligar-se com José Sócrates depois das eleições de 27 de Setembro. Contudo, se o PS não conseguir a maioria absoluta e pretender uma coligação com o Bloco provavelmente não restará outra solução a Louçã que não seja a de se coligar com os socialistas e assim formar o único governo da UE que conta com a presença da esquerda radical.
A razão pela qual não resta outra solução senão a coligação pós-eleitoral a Louçã é que o Bloco já começa a ter uma clientela que necessita de ser alimentada. Os militantes do Bloco são funcionários públicos, jovens e adultos frustrados sem emprego ou com emprego precário, além do tipo de gente sem valor nem sucesso que necessita desesperadamente do Estado para obter um lugar na mesa da classe média nacional. Havendo uma possibilidade de coligação, isto é, a atribuição de uns três ou quatro ministérios (com os respectivos institutos, delegações regionais, etc.) ao Bloco, a pressão dessa gente será tal que Louçã será, contra a sua vontade, obrigado a se coligar com Sócrates.
Trata-se de muitos tachos públicos. Uma oportunidade que, para essa gente, poderá ser a única de uma vida e que portanto não a pode desperdiçar sob nenhum pretexto, sobretudo moral. E Louçã, no alto da sua superioridade moral, terá que ceder às pretensões da sua faminta clientela. Caso contrário, tal como Aquiles foi derrubado depois de alvejado no seu calcanhar pelo incapaz príncipe Paris, também Louçã será derrubado pelos incapazes dos seus militantes caso lhes recuse o acesso a cargos públicos que tanto anseiam. O “coordenador” do BE, inteligente como é, depressa vai perceber o fascínio que o dinheiro exerce sobre as pessoas de esquerda.
Acredito na sinceridade de Francisco Louçã quando afirma não querer coligar-se com José Sócrates depois das eleições de 27 de Setembro. Contudo, se o PS não conseguir a maioria absoluta e pretender uma coligação com o Bloco provavelmente não restará outra solução a Louçã que não seja a de se coligar com os socialistas e assim formar o único governo da UE que conta com a presença da esquerda radical.
A razão pela qual não resta outra solução senão a coligação pós-eleitoral a Louçã é que o Bloco já começa a ter uma clientela que necessita de ser alimentada. Os militantes do Bloco são funcionários públicos, jovens e adultos frustrados sem emprego ou com emprego precário, além do tipo de gente sem valor nem sucesso que necessita desesperadamente do Estado para obter um lugar na mesa da classe média nacional. Havendo uma possibilidade de coligação, isto é, a atribuição de uns três ou quatro ministérios (com os respectivos institutos, delegações regionais, etc.) ao Bloco, a pressão dessa gente será tal que Louçã será, contra a sua vontade, obrigado a se coligar com Sócrates.
Trata-se de muitos tachos públicos. Uma oportunidade que, para essa gente, poderá ser a única de uma vida e que portanto não a pode desperdiçar sob nenhum pretexto, sobretudo moral. E Louçã, no alto da sua superioridade moral, terá que ceder às pretensões da sua faminta clientela. Caso contrário, tal como Aquiles foi derrubado depois de alvejado no seu calcanhar pelo incapaz príncipe Paris, também Louçã será derrubado pelos incapazes dos seus militantes caso lhes recuse o acesso a cargos públicos que tanto anseiam. O “coordenador” do BE, inteligente como é, depressa vai perceber o fascínio que o dinheiro exerce sobre as pessoas de esquerda.
sábado, 27 de junho de 2009
A democracia da hipocrisia
O Presidente da República decidiu, contra o PSD, marcar as eleições legislativas para 27 de Setembro. Justificando a decisão com o facto de "não poder ficar indiferente ao apelo da maioria dos partidos", i.e., todos menos o PSD. Que fique sublinhado junto daqueles que têm memória selectiva ou parca inteligência que o primeiro presidente de Direita desde o 25 de Abril decidiu contra o grande partido de centro-direita português, fazendo um frete ao PS, ao resistente CDS, e à extrema-esquerda anti-liberal, inimiga da liberdade e do sucesso individual, que a ignorância e a inveja indígena possibilitam a existência, ou seja, os execráveis PCP e Bloco.
Esta decisão de Cavaco Silva é hipócrita e incoerente para quem está permanentemente obcecado com a abstenção e com os gastos desnecessários em tempos de crise. Mas responde à vontade da maioria dos apelos hipócritas feitos por todos os partidos, sem excepção. O PSD queria a data de 11 de Outubro (data das eleições autárquicas) na esperança de que a sobreposição dos actos eleitorais o beneficiasse nas legislativas, uma vez que está seguro de uma boa votação no poder local. Os outros partidos, com algumas variantes, pensam exactamente o mesmo, por isso quiseram actos eleitorais em datas distintas. Muito bem. Os portugueses com capacidade raciocínio ficaram a saber que todos os partidos acham que os eleitores são estúpidos, passíveis de confundirem eleições autárquicas com legislativas. E, entre toda esta hipocrisia, o Presidente decidiu a favor da maioria dos hipócritas. É a democracia da hipocrisia no seu melhor.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Com exemplos destes o liberalismo fica na gaveta
De acordo com o "Público" vários hospitais privados - como o Hospital da Luz (Lisboa), o Hospital da Arrábida (Gaia) ou a Clínica da CUF (Lisboa) - deixam os utentes da ADSE em lista de espera durante vários meses para uma simples consulta de ortopedia ou oftamologia apesar de estarem convecionados com o Estado. Mas, em contrapartida, continuam a prestar excelentes serviços aos "clientes" (os que pagam directamente e na hora). Com exemplos destes vindos do sector privado é normal que os portugueses continuem a querer cada vez mais serviços públicos. E é por isso que o prof. André Freire diz que as ideias "liberais" não colhem muita simpatia junto da população. Pois não colhem. E com exemplos como estes vindos do privado é que não virão a colher de certeza absoluta. A ideia subjacente à lógica dos serviços privados é melhorar os serviços que o Estado disponibiliza, e não copiar o pior que o "monstro" já nos oferece. E assim fica o liberalismo na gaveta. Como sempre.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
É de plástico sim senhor
A entrevista de José Sócrates ao programa Dia D, na SIC-N, revelou cabalmente que o homem é mesmo de plástico. Tanta calma e candura vinda de quem vem só mesmo para enganar os tolos - até já admitiu ter errado - "um ou dois erros", segundo o próprio. Sempre preferi quem é aquilo que é, e não quem quer parecer aquilo que não é. E este tipo de plasticidade, em política, não augura nada de bom, especialmente no que respeita à credibilidade.
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Se é para a desgraça é para a desgraça
Os super produtivos funcionários públicos portugueses reconhecidos internacionalmente pela eficácia de procedimentos e pelo fino trato com que atendem os portugueses em qualquer serviço público (repartições de finanças, segurança social, hospitais, etc.) vão, pelo seu extraordinário desempenho profissional, ver os seus vencimentos aumentados em 3,2% - o segundo maior aumento da Europa, depois da Espanha. Crise? Só se for no sector privado. Afinal, José Sócrates não se intimidou com o pormenor da inflação ser, em 2009, de 2,5%. Se é para a desgraça é para desgraça, como se diz nos Açores. Pois é, digo eu. Mas quem paga esse aumento? Os contribuintes que trabalham no sector privado, evidentemente.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Planeta Ronaldo não é do PCP nem do BE
Os partidos extrema-esquerda que apontam a crise como: "o resultado da falência do modelo capitalista" devem estar com dificuldades para perceber como é que o Ronaldo acaba de ser transferido do Manchester para o Real por 94 milhões de euros quando, segundo eles, o modelo capitalista ruiu. Mas, como o futebol meche com muitos sentimentos vão ficar bem calados. O populismo isso aconselha. Notem que apesar dos três maiores clubes portugueses estarem atolados até ao pescoço com dívidas, da extrema-esquerda não sai uma crítica que seja. Porque é que o dr. Louçã não critica a gestão dos clubes ou os gastos desmesurados que estes fazem com contratações ano após ano? Afinal tudo isto é capitalismo...
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Igrejas Laicas
Muitas faculdades públicas são uma espécie de seitas de extrema-esquerda pagas pelos contribuintes. Gente que se atola dentro do Estado e, lá dentro, berra por ainda mais Estado. Ou seja, mais lugares para as pessoas de esquerda nas universidades do Estado - como professores e investigadores . Tem piada que no sector privado são muito raras as pessoas bem sucedidas profissionalmente que se digam de esquerda. Mas, em contrapartida, conheço faculdades públicas em que 100% dos professores são de extrema-esquerda. Faculdades de ciências sociais e de ciências da educação. Os tais sociólogos que quando trabalham em sondagens descobrem enormes vitórias da esquerda, assim criando dinâmicas de voto favoráveis à "mudança social", ou educadores que alertam que a avaliação dos alunos e dos professores é "uma forma de exclusão, a exclusão pelo mérito". Igrejas laicas, pagas pelos contribuintes, que servem unicamente para doutrinam os ignorantes analfabetos, que a "escola pública" produz em massa, com o mesmo zelo que os jesuítas doutrinavam os "bons-selvagens" em África ou nas Américas. Estas seitas, aliás, não admitem nenhuma influência da Igreja Católica na sociedade. A concorrência nunca foi uma virtude para a esquerda.
terça-feira, 9 de junho de 2009
Sondagens e sondadores
As previsões das sondagens com estas eleições passaram a ter uma credibilidade inferior às previsões de astrologia da Maya. Mas, não deixa de ser curioso que apesar de as sondagens se enganarem redondamente, enganaram-se sempre num mesmo sentido: prejudicando a direita. Só um estudo deu a vitória ao PSD e mesmo esse dentro da margem de erro quando afinal se verificou que a vitória social-democrata até foi bem clara (5% de diferença) sobre PS - o grande vencedor das sondagens. O CDS devia de ter desaparecido enquanto partido, mas elegeu tantos eurodeputados como a CDU e só teve menos dois pontos percentuais do que o Bloco de Esquerda, partido que as sondagens chegaram a dar quase sempre mais do que o resultado obtido nas urnas. Talvez fosse positivo, a nível de transparência, saber as orientações ideológicas dos sondadores. É que podia ser útil para tentar perceber este mistério das sondagens sempre favoráveis a criar dinâmicas de voto que favorecem, sem excepção, a esquerda.
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