Quem acompanha a campanha presidencial norte-americana fica estupefacto com a nível de camaradagem e respeito político entre ambas as duplas de candidatos. Democratas e republicanos têm pautado as suas intervenções por uma elevação e uma qualidade retórica que põe a democracia dos EUA no topo de todos os regimes democráticos liberais do planeta. Vimos Joe Biden classificar McCain como um “grande herói americano de quem a América deve-se orgulhar”. Barack Obama assegurou que a polémica gravidez precoce da filha de Palin “nada retira à sua capacidade como governadora nem como candidata a vice-presidente”. E do lado republicano, McCain diz, sobre Obama, apenas isto: “Temos muitas diferenças, mas são mais as coisas que nos unem de que nos separam.” Uma elevação política assim, quando o que está em disputa é somente o cargo político mais importante do mundo, é um exemplo que todas as democracias liberais devem obrigatoriamente adoptar.
"A questão é saber se há pessoas honestas quando o interesse ou a paixão estão em jogo." Talleyrand.
domingo, 7 de setembro de 2008
McCain tem o problema identificado e a vontade de o resolver
«O Islão violento e radical é o mal, e nós vamos derrotá-lo.» John McCain.
sábado, 6 de setembro de 2008
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Assim se castiga quem conserva
Sarah Palin foi rapidamente baptizada de “ultra-conservadora” pela comunicação social portuguesa. A RTP e a TVI nos respectivos “telejornais” resolveram classificar assim a candidata republicana à vice-presidência dos EUA ao que parece por esta ser casada pela igreja, mãe de cinco filhos, e que, para escândalo “progressista”, ainda não se divorciou. No século XXI ser religiosa, ter cinco filhos e ser casada com um homem que conheceu ainda na escola e manter-se casada com este durante décadas relembra atitudes morais doutros tempos e, por isso mesmo, a erradicar da sociedade – tal como a família enquanto instituição e a religião enquanto guia moral. Portanto urge castigar quem conserva valores antigos e práticas religiosas (excepto se essas práticas religiosas forem muçulmanas – porque com o Islão não se brinca). E o castigo é o rótulo de “ultra-conservadora”. Algo que os “progressistas” entendem como pejorativo, e os ignorantes entendem como qualquer coisa de mau. Ao bom estilo “progressista” desacata-se levianamente sem explicar os motivos para o baptismo de Palin como “ultra-conservadora”. Como dizia o João da Ega (em “Os Maias”): “o desacato é progresso”. E assim se orienta a “opinião pública”, sempre pronta a comer sem hesitações o que o jornalismo televisivo “progressista” lhes oferece – coincidência ou não à hora do jantar.
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Um anúncio publicitário do corisco
Agradecidos ao capitalismo, ao liberalismo económico, à globalização e às democracias-liberais ocidentais.
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
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