quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Fazer o que o dono manda

Jaime Gama vai fazer o que o dono lhe mandou: aprovar o Estatuto Político Administrativo dos Açores por maioria simples. Isto quer dizer que o Estatuto seria aprovado na Assembleia da República de qualquer maneira; e que as anteriores maiorias qualificadas requeridas foram pura hipocrisia política. Uma coisa o PS sabe fazer bem quando está no poder: dominar todo o aparelho do Estado por intermédio da colocação de fiéis nos principais cargos. Mas, compreendo Jaime Gama, os lugares mantêm-se não por princípios, mas pela fidelidade ao dono. Afinal de contas, Jaime Gama só é Presidente da AR por que Sócrates quer. E para que continue a querer há que acatar o que ele manda. Calado, de preferência.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

No país de Chávez respeitam-se assim os Direitos Humanos

Assim se trata um detido no país de Chávez, muito querido da nossa esquerda. O regime e a personalidade de Chávez encantam muita gente como Mário Soares, Manuel Alegre, Louçã e restante turba. Espero que também o tenha encantado a si.

O Parlamento segundo Barreto

Público (14-12-2008)

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Será possível?

Será possível que um candidato a líder de um partido não se consiga sequer eleger delegado para o congresso em que, supostamente, irá disputar (ou, pelo menos, apresentar uma moção de estratégia) a liderança desse partido?
É. Nobre Guedes não conseguiu ser sequer eleito delegado para o congresso do CDS.
É a humilhação total dum político e das suas aspirações – certamente tidas por patéticas pelos militantes centristas. Também, quem apresenta uma moção intitulada “Audácia da Mudança” (um trocadilho que junta metade do título do livro de Obama com o seu slogan de campanha) cuja principal proposta que apresenta é o estabelecimento de uma “Grande Coligação” que agrupe PS, PSD e, vejam aquela cabeça, CDS (!?) o que é que se poderia esperar…

André Freire apaixonado

Ontem, estive a ver André Freire no Jornal 2, e verifiquei que o homem está completamente apaixonado pelas “esquerdas”. Emocionado, mostra-se perplexo por: “nunca as “esquerdas” terem governado Portugal”. Não é bem assim.
Realmente, as “esquerdas” não governaram durante o Estado Novo, nem depois do “25 de Abril” por eleições democráticas. Mas governaram toda a I República com uma performance tão horrível que obrigaram os portugueses a viver 48 anos de ditadura. Portanto, as “esquerdas” foram responsáveis pelo pior e mais vergonhoso período político da história de Portugal: a I República. E, já depois de “Abril”, o PREC e o Vasco Gonçalves relembraram muito bem o que são essas “esquerdas” no poder. Gabo a frontalidade com que André Freire veste a farda da extrema-esquerda de Alegre e Louça. Mas acho que já chegou de massacre político, económico, social e cultural dessas “esquerdas” em Portugal e no planeta, por favor.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Cisão? Não.

Os jornais, sempre ávidos de notícias que prejudiquem o PSD, falam em “cisão” no partido devido ao Estatuto Político Administrativo (EPA) dos Açores. O delírio destes jornalistas vai mesmo ao ponto de colocar em causa o apoio do PSD para a reeleição de Cavaco Silva. Tudo isto porque Mota Amaral, Berta Cabral e restantes sociais-democratas açorianos acham que o partido deve aprovar novamente o EPA, na próxima sexta-feira, contra a vontade do Presidente da República.
O PSD-Açores não se vai separar do PSD. Portugal não é a Alemanha e os Açores não são a Baviera, por isso o modelo CSU bávara no interior da CDU germânica não faz sentido nenhum em Portugal, onde partidos regionais pura e simplesmente não funcionam, nem sequer nas regiões autónomas, e o eleitorado açoriano nunca iria perceber essa patética hipótese de “cisão” apenas à escala dos Açores e muito dificilmente mudariam o seu sentido de voto para uma nova força política de centro-direita das ilhas. Basta encomendar um estudo a uma empresa de sondagens para confirmar isso. E se não fez sentido em 1975, não é certamente em 2008 que passaria a fazer. Aliás, se fosse possível Alberto João Jardim, na Madeira, já o teria feito há muito tempo.
É obvio que o PSD nos Açores, seguindo a sua tradição autonómica, terá que se colocar ao lado de Carlos César. O contrário, isto é, apoiar o PR, seria um erro tremendo. Seria a negação da tradição autonomista do partido no arquipélago. E quando um partido político de centro-direita rompe com as suas tradições (e logo com a mais importante) decreta a sua própria morte.
O problema, no meu entender e em benefício do partido, pode ser resolvido da seguinte maneira: Ferreira Leite manda os deputados do PSD aparecerem na Assembleia da República e votar contra a aprovação do EPA, mas Berta Cabral, Mota Amaral e acólitos fazem uma ou mais conferências de imprensa a manifestar o seu apoio à aprovação do EPA, escrevem uns artigos sonantes para os jornais, dão umas entrevistas ou prestam umas declarações de indignação para com Cavaco Silva à televisão e às rádios açorianas e assim ilibam-se junto do eleitorado dos Açores e protegem-se das investidas de César - que está inquieto por acusar os políticos dos PSD-Açores de defenderem primeiro os interesses do partido e só depois os interesses dos Açores. Depois explicam a Manuela Ferreira Leite que os dois deputados do PSD eleitos pelos Açores terão que votar a favor do Estatuto e fazem novamente os mesmos exercícios comunicativos declarando, com pompa, que “tudo fizeram para o EPA fosse aprovado”. Depois esperam, com a consciência tranquila, que o tempo e o silêncio façam esquecer o assunto. E tudo acaba bem para o PSD e para o PSD-Açores. É assim que se faz política, tanto aqui como no resto do planeta.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Escrito com Cabeça (18)

«Se por liberalismo se entende a doutrina que defende a liberdade e a responsabilidade pessoal na orientação da vida de cada um, a liberdade de iniciativa empresarial privada, a crença na concorrência e na economia de mercado como forma privilegiada de desenvolvimento económico e a noção de um Estado que garante condições de vida dignas a todos os cidadãos e o acesso a serviços sociais e a igualdade de oportunidades com um papel não monopolista na produção desses mesmos serviços então, “lamento”, caro leitor, não vejo na crise actual motivos suficientes para decretar o fim do liberalismo.»
António Pires de Lima no Expresso (8-11-2008)

Vos estis sal terra |

 Vos estis sal terra | "I Vós, diz Cristo Senhor nosso, falando com os pregadores, sois o sal da terra: e chama-lhes sal da terra, porq...