terça-feira, 23 de dezembro de 2008

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Professores rascas

Na semana passada, um estudo da Federação Nacional dos Sindicatos de Educação divulgou que 75% dos professores mudariam de profissão “se tivessem alternativa”. O mesmo estudo diz ainda que 81% rumavam à reforma “se tivesse oportunidade”. Hoje, circula um abaixo-assinado que conta com 70 000 assinaturas para que a avaliação seja suspensa (um eufemismo para designar não à avaliação).
Em relação à mudança de profissão dizer que não existe alternativa revela toda a estirpe dessa gente. Alternativa existe sempre. Não existe é fora do ministério da Educação um lugar à mesa da classe média-alta para gente que não tem valor para nada, como a maioria desses professores rascas. Fora do Estado todos, duma maneira ou de outra, são avaliados e só os bons vingam. Os outros fracassam. E muitos dos que são hoje professores são-no apenas porque foi esta a maneira mais fácil que conseguiram para ter um emprego seguro, com um ordenado que jamais iriam obter fora do Estado. Por isso não existe “alternativa”.
E a falta de “oportunidade” para a reforma revela somente o gosto pelo trabalho que é comum a todos os profissionais rascas. Enquanto as assinaturas são o “torresmo da agonia” de quem já percebeu que a vida fácil sem avaliações e com progressões automáticas na carreira terminou. E terminou para sempre. Tal como um porco despeja o último dejecto antes de lhe ser retirada a vida, também os professores rascas despejam uma última assinatura, não pela vida, mas pela vida fácil. E ainda há gente que acredita que os professores querem realmente ser avaliados...

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Liberdade (Cecília Meireles)

"Liberdade, essa palavra
que o sonho humano alimenta
que não há ninguém que explique
e ninguém que não entenda."

Cecília Meireles in Romanceira da Inconfidência

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Escrito com Cabeça (19)

«O português acha sempre que o país se divide entre "eles" - os políticos - e "nós", os eleitores. E que "nós" somos infinitamente melhores, mais puros e mais honestos do que "eles" - os quais, sem excepção, só vão para a política para se servirem e não para servirem o país. O português comum, em auto-retrato, é um cidadão exemplar: trabalha que se desunha, nunca faz ronha nem mete falsas baixas, não aldraba o patrão nem os vizinhos, não esconde um euro dos impostos, preocupa-se com a comunidade, pensa sempre primeiro nos interesses do país antes de pensar nos seus próprios. Mas, desgraçadamente, é servido por políticos que são o oposto disto. Por isso, não está "satisfeito" com a democracia.»
Miguel Sousa Tavares no Espresso (14-12-2008)

Vos estis sal terra |

 Vos estis sal terra | "I Vós, diz Cristo Senhor nosso, falando com os pregadores, sois o sal da terra: e chama-lhes sal da terra, porq...