O Espelho do Corisco vai dar lugar a um novo blogue, deste vez temático. Encerra assim esta experiência na blogosfera. Enormes afazeres profissionais combinados com a pouca vontade de manter um blogue desta índole sozinho ditam a suspensão definitiva deste blogue que entretanto fica activo até serem salvaguardados os seus conteúdos. Um até breve em novo endereço.
"A questão é saber se há pessoas honestas quando o interesse ou a paixão estão em jogo." Talleyrand.
sábado, 24 de julho de 2010
domingo, 20 de junho de 2010
O Último Adeus (Honoré de Balzac)
“O Último Adeus” (1830) do escritor conservador (e, como um verdadeiro conservador, trabalhador, consta que escrevia 15 horas por dia!) Honoré de Balzac (1779-1850) é um excelente romance histórico que se lê de uma penada – a edição de bolso da Europa-América tem 80 páginas e um tamanho de letra gigantesco que facilita o devorar da leitura.Escritor do seu tempo e figura de proa do romantismo francês, Honoré de Balzac oferece-nos neste romance um retrato realista (que tanto caracteriza o romantismo do século XIX) da derrocada de Napoleão e da debandada do seu exército depois da fatídica invasão da Rússia. A prosa chega mesmo a ser chocante pela sua desmesurada crueza:
“O heroísmo destas tropas generosas ia mostrar-se inútil. Os soldados que afluíam em massa às margens do Beresina vinham encontrar, por desgraça, essa imensidão de carros, de caixas, de móveis de toda a espécie, que o exército tivera de abandonar ao efectuar a travessia do rio nos dias 27 e 28 de Novembro [de 1812]. Herdeiros de riquezas inesperadas, esses desgraçados, endurecidos pelo frio, instalavam-se nos bivaques vazios, partiam o material do exército para construírem cabanas, acendiam fogueiras com tudo o que lhes vinha às mãos, despedaçavam os cavalos para se alimentarem das suas entranhas, arrancavam as cortinas ou as capotas dos carros para se cobrirem, e ficavam-se a dormir, em vez de continuarem o caminho e transporem, durante a noite, esse Beresina que uma incrível fatalidade tornara já tão funesto para o exército.
A apatia desses pobres soldados não a podem compreender senão os que se lembram de terem atravessado esses vastos desertos de neve sem poderem beber outra coisa que não fosse a própria neve, sem outra cama além da neve, sem outra perspectiva além do horizonte de neve, sem outro alimento que não fosse a neve ainda ou algumas beterrabas geladas e uns punhados de farinhas ou carne de cavalo. Mortos de fome, de sede, de cansaço e de sono, esses infelizes chegavam à praia onde se lhes deparava madeira, lume, alimentação, inúmeros carros abandonados, bivaques, enfim, toda uma cidade improvisada.” (p. 28/29).
A história trata de um amor impossível, entre o barão Philippe de Sucy e a condessa Stéphanie de Vandières, iniciado no tumulto desumano da guerra e mais tarde reencontrado, embora marcado com as chagas abertas pela mesma. Philippe tenta então resgatar o garnde amor da sua vida das trevas da loucura. Esta nobre e romântica atitude produziu resultados e teve consequências. Vale a pena ler para saber qual foi o preço que o barão de Sucy pagou pelo seu amor incondicional a Stéphanie.
terça-feira, 15 de junho de 2010
A frota "humanitária" que seguia para Gaza mostrada aos tolos
Tenho dó de todos aqueles que conseguiram ver neste tráfico de armamento o mais pequeno sinal de humanismo.
terça-feira, 8 de junho de 2010
O problema está na causa...
Não existe um comboio (ou outra coisa qualquer que se atulhe com activistas) humanitário em auxílio da causa curda? Soldados turcos matam quatro militantes curdos Internacional TVI24 Porque é que a causa palestiniana aparece no Ocidente como causa global e a causa curda não? Activistas humanitários precisam-se no Curdistão!
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Mais um passo de gigante a caminho do socialismo…
Esta medida estúpida e socialista (porque pretende que todos cortem a meta mais ao menos ao mesmo tempo) de que os alunos com mais de 15 anos possam passar do 8º ano para o 10º ano fazendo apenas os exames do 9º ano não vale apenas pela sua burrice “igualitária” que encerra, mas pela porta que abre ao facilitismo que serão os exames do 9º ano no futuro.
domingo, 6 de junho de 2010
Um pouco de bom senso também é bom
Não tenho nenhum gosto em defender o Primeiro-ministro, mas, tal como ele, também concordo que é criminoso manter escolas a funcionar com menos de 20 alunos. Na política deve haver bom senso. E é de um elementar bom senso apoiar esta lúcida decisão do ministério da Educação, porque não existe bom senso em exigir o controlo da despesa pública e defender em simultâneo a continuação do funcionamento de escolas com este número de alunos.
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